Análise | Wolfenstein: The New Order

Wolfenstein: The New Order chega para renovar uma das séries mais populares do gênero FPS e tenta mostrar que ainda tem forças para atrair novos jogadores em um mundo onde os jogos de tiro estão cada vez mais saturados.

Situado na década de 60 os nazistas ganharam a Segunda Guerra Mundial, através da utilização de tecnologias avançadas, onde o jogador através de diversos locais da Europa, com o objetivo de aniquilar a máquina de guerra nazista entra na pele do herói B.J. Blazkowicz, um americano, que deve fazer o possível e até mesmo o impossível para reverter essa situação atual.

Aos poucos o jogo vai nos oferecendo ação, adrenalina e diálogos convincentes referentes a diversas situações e também sobre alguns tópicos abordados durante o enredo. Tenho que concordar que fizeram um bom trabalho para encaixar cenas de violência e sexo sem transforma-los em pretextos para estarem simplesmente presentes no jogo.

Além disso, o jogo oferece detalhes interessantes da história em diversos recortes de jornais e até mesmo placas que podem ser obtidos no decorrer de nossa caminhada e que agregam informações interessantes que imergem o jogador ainda mais dentro do mundo de Wolfenstein.


O foco do jogo é direcionado ao personagem principal e com algumas horas de jogo descobrimos que o mesmo passou por traumas na infância que lhe fizeram aprender pequenos truques, que podem ser utilizados para manter a calma em momentos difíceis do jogo. Digo isso porque o jogador será posto à prova por diversas vezes pela brutalidade das situações em que Blazkowicz é envolvido.

Wolfenstein: The New Order deixa claro que é um título que permite que o jogador possa se infiltrar em áreas completamente protegidas em busca de informações utilizando apenas uma faca e, logo mais, possa destruir vários tipos de veículos a bordo de um mech para mostrar aos nazistas quem é que manda no pedaço.
Porém percebemos também que os produtores não deixaram de lado o estilo tradicional da série, tanto na parte gráfica como na jogabilidade. Os mais dedicados a série irão notar que a mecânica de 10 anos atrás está presente, no entanto, entendemos que isso seja uma forma de homenagear o criador da série e todos os fãs de longa data. Afinal de contas, um pouco de nostalgia não faz mal a ninguém.

Ainda em relação a jogabilidade, tudo flui de uma forma agradável e consegue entreter o jogador sem muita dificuldade, apesar da IA não ser das melhores (mesmo em níveis de dificuldade mais elevados) mas mesmo assim, incentiva o jogador a realizar sua abordagem preferida, desbloqueando habilidades que permitem uma ação furtiva ou mais agressiva, agradando a todos os estilos. Além disso, o jogo oferece itens colecionáveis, salas secretas e diversas pistas espalhadas ao longo dos níveis. Vale lembrar que o jogo pode dura cerca de 20 horas, caso jogue uma segunda vez, para experimentar uma história alternativa.

Wolfenstein: The New Order não é o melhor FPS disponível, oferece bons gráficos e uma jogabilidade equilibrada e apesar de alguns probleminhas em relação a IA e eventuais partes da narrativa, o jogo é altamente recomendado para quem quer desfrutar de uma interessante campanha single-player. Se esse é o seu caso, The New Order pode ser uma boa escolha.


Análise feita pelo site BrasilGamer

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